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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Mergulharei no teu tacacá
até que a tua folha de jambu
deixe a minha língua dormente


* Este poema foi selecionado para a Antologia Jaçanã – Poética sobre as Águas, da Pará-grafo Editora.

Leia outros poemas do mesmo autor
Poema esdrúxulo
Sem Razão
Êxodo
Poema de sacanagem
Herança negra

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Enfadado de lugares-comuns, o poeta refugiou-se nas montanhas. Do topo, mergulhou no mar de palavras já ditas. Encharcado delas, caminhou até a praia e as deixou cair na areia. Com a ponta dos dedos, enterrou-as no chão e viu brotarem neologismos. Para ele, reinventar o antigo não era novidade.
Fonte: blog A Procura da Felicidade
* Este conto foi o 16º colocado da segunda semana do V Prêmio Escambau de Microcontos, realizado pelo Coletivo Escambau de Arte e Cultura, e pode ser encontrado no site do coletivo.

** Para ler microcontos do mesmo autor selecionados em edições anteriores do Prêmio Escambau de Microcontos, acesse:

domingo, 10 de julho de 2016

Poema esdrúxulo

saiu do facebook e foi à via pública

trajava calça jeans e blusa preta básica

seu rosto era pintado em estilo gótico

mas preferiu guardá-lo atrás de uma máscara

cantou e caminhou com a multidão de anônimos

gritou palavras de ordem no seu tom colérico

empunha uma bandeira megalomaníaca

e também um cartaz com uma frase irônica

a marcha foi contida a menos de um quilômetro

da entrada principal do Palácio Monárquico

deparou-se com a tropa e seu aparato bélico

com balas de borracha e spray de ardente líquido

escudos, cassetetes e bombas legítimas

que provocavam dor e instalavam o pânico

voltou-se contra aquele governo despótico

quebrou os vidros com um paralelepípedo

foi presa e enquadrada como sendo vândala

e apareceu de noite em programa fantástico

reparou que vivia situação esdrúxula

condenada à torturante pena máxima

de ver a reeleição de um desgoverno histórico

aliado a um congresso de antibióticos

preferia acabar como presa política

a apoiar ditadores fugidos do cárcere

* ‘Poema Esdrúxulo’ foi selecionado para publicação pela I Mostra Nacional de Poesia da Reforma Agrária "Versando Rebeldia" do Festival de Arte e Cultura da Reforma Agrária.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Resultado do Concurso Literário Aldenor Pimentel 2016

Poesia (Adulto: a partir de 18 anos)
1º lugar: Calo no Pé (Gabriel Alencar)
2º lugar: Garimpo (Don)
3º lugar: Amor Guardado (Eden Picão)

Conto
1º lugar: O Homem que Tentou Fugir com a História (Marcelo Perez)
2º lugar: Garimpeiro (Ricardo Dantas)
3º lugar: Um Dia de Chuva (Gabriel Alencar)

Ao todo, foram 21 inscritos. Não houve inscrições nas modalidades Poesia (Categoria Infantojuvenil: até 17 anos) e Videopoesia.

A premiação será realizada no dia 7 de julho de 2016, a partir das 21 horas, no Centro Amazônico de Fronteiras, em Boa Vista, durante o XV Intercom Norte (Congresso de Ciências da Comunicação na Região Norte).

Os finalistas do concurso receberão prêmios em dinheiro, livros e/ou vale-livros, e ainda um exemplar da antologia editada com todos os contos e poemas premiados, e textos literários de convidados.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Sem Razão


 
* O poema ‘Sem Razão’ foi selecionado para publicação no site da Revista Philos, para a revista Gente de Palavra, para a edição trimestre I – 2017 da Revista Semeadura e para a Revista LiteraLivre (5ª ed.). Também selecionado pelo II concurso do Projeto Poesia na Rua (Garanhuns/PE) e fez parte em 2017 da exposição Poesia Agora, na Caixa Cultural Rio de Janeiro.

domingo, 7 de setembro de 2014

Êxodo


* O poema ‘Êxodo’ foi selecionado para publicação no Livro da Tribo, da Editora da Tribo e nas revistas Semeadura (ed. trimestre I – 2017) e LiteraLivre (7ª ed.), e pelo projeto Folhinha Poética 2015. Foi ainda selecionado em 2016 pelo projeto Declame para Drummond.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Poema de sacanagem

Clinton fumou, mas não tragou
Lula bebeu, mas não caiu
Fidel pitou e tropeçou
Maluf diz: Pitta que partiu

Clinton gozou, mas assumiu
Hillary engoliu, mas se elegeu
Bush invadiu, pintou e bordou
Al Gore nem ganhou e nem perdeu

Lula foi traído, mas não viu
Collor confiscou, caiu, voltou
Tancredo venceu, mas não assumiu
Sarney até hoje é senador

Jefferson dedurou Ali Babá
Dirceu foi o Congresso que cassou
ACM teve que renunciar
FHC quase a mãe privatizou

Quem mesmo que comprou, mas não pagou?
Rouba, mas faz. Ninguém sabe, ninguém viu
O povo reclamou, mas reelegeu
Quem muito prometeu, mas não cumpriu

* 'Poema de sacanagem' foi selecionado para publicação, pelo X Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus, no livro 'Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus – 2013'. O livro foi lançado em 2014 no 28º Salão do Livro e da Imprensa de Genebra (Suíça) e na 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo e pode ser comprado no site da PerSe Editora, na versão impressa e digital. O poema também foi publicado na Revista Pacheco.

** Uma versão ampliada do poema foi publicada ainda no livro Retalhos II, organizado por Aroldo Pinheiro.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Herança negra

Eles chegaram aqui escravos e transformaram o País
E agora a negritude está em todo e qualquer canto
Música, literatura, culinária, religião
Difícil é dizer onde seus traços não estão

Até a Língua Portuguesa não é mais a mesma
Filho mais novo agora é caçula
Comida gostosa é quitute
Música animada é batuque
Quem quer carinho faz dengo

E quem imaginou que, um dia, a senzala faria do Brasil a sua grande casa?

* O poema 'Herança Negra' foi selecionado para publicação em 2013, pelo concurso cultural Poesia Todo Dia, realizado pela editora AlphaGraphics. Foram inscritas mais de 1.100 poesias, das quais 365 foram publicadas no livro Poesia Todo Dia. O livro pode ser adquirido nas versões impressa e digital. Recebeu menção honrosa do XI Prêmio Literário Galinha Pulando (2014), realizado pelo escritor Valdeck Almeida de Jesus, sendo selecionado para publicação no livro PRÊMIO LITERÁRIO GALINHA PULANDO 2014, que pode ser comprado nos formatos e-book e impresso no site da editora PerSe. Foi ainda selecionado em 2014 pelo projeto Declame para Drummond, que, em homenagem a Carlos Drummond de Andrade, promove a circulação de poesia autoral e a formação de público nas cidades e nas redes sociais. Além disso, foi selecionado pelo projeto Folhinha Poética 2017, e publicado na revista Gente de Palavra.